sábado, 24 de setembro de 2011

Das Palavras

Hoje o pai do meu namorado teve um problema grave. Teve que ir para o hospital e ficou internado. E eu senti-me triste por ele, mas como sempre, não soube o que dizer. Em situações como esta em que o que a outra pessoa precisa é de ouvir alguma coisa que a conforte, eu não sou capaz. Se calhar nasci com uma falta de aptidão natural para dizer as coisas certas em situações dificeis. A única coisa que eu acho que posso fazer por aquela pessoa naquele momento é ficar ali, e quanto muito, dar a mão ou um abraço. A verdade é que eu acho que seja o que for que diga não vai fazer com que a outra pessoa se sinta melhor. Quer dizer, o facto de eu o tentar confortar através de palavras no máximo vai mostrar que eu me preocupo e que estou ali para ajudar. Mas não acredito que faça muito mais que isso. E como eu acho que quem me rodeia sabe que eu estou sempre aqui para ajudar, não me sinto na obrigação de o demostrar através de palavras que vão ser, em todo o caso, inúteis. Por isso hoje, quando soube, limitei-me a ficar ali em silêncio e dei a mão. Na esperança que ele saiba o que isso significa.

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